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stay away
a matar pessoas , desde 21 de Março de 009 ![]() someone
![]() the eternal sunshine of the spotless mind, my clementine
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. domingo, dezembro 08, 2013
oito foi sempre o meu número preferido. tem piada, mas não chega a ser irónico.
. a certeza de ser incerto segunda-feira, novembro 11, 2013
Anda comigo. Senta-te aqui ao meu lado, no para-peito, os pés ao ar, o sol nas nossas caras. Vê-lo surgir entre as nuvens que amaciam a montanha. Vês ali ao fundo aquela cúpula? Alguém se casa lá hoje, as pombas voam na direçao oposta. Anda, fica comigo mais um bocado a sentir o vento, não tenhas medo de cair. Caso o vento seja muito forte eu agarro-te. Senta-te aqui comigo ao lado da antiga casa das vespas, este ano decidiram não vir de férias, é a crise. Olha ali ao fundo, as árvores começam-se a pintar. Se reparares bem, no meio das verdes amareladas e laranjas avermelhadas há ali uma cor-de-rosa. Como se eu gostasse muito da cor. Ouvi dizer que é a assim que está o teu cabelo de quando em vez. Anda, só durante mais um bocadinho. Deixa-me dizer-te o quão bem me sinto aqui no banho do sol e vento que me mantém na temperatura da saudade exata, no esplendor da satisfação de falar um silêncio, só para ter a certeza que percebes aquilo que eu não digo. Anda, de certeza que ainda estás receosa na incerteza de querer sair? Olha ali o reflexo na água que cintila do rio, esse que atravessa os salgueiros. Vês como eles dançam com o vento? Livres, apaixonados. É assim que te imagino a dançar, embora só uma vez te tenha visto. Embora agora nunca te veja. Embora as circunstâncias não me tenham dado nunca a oportunidade de te ver. Regularmente, digo. Isto já teria acabado há mais tempo, ora diferente, ora igual, ora pior, mas já teria acabado. Anda, olha agora para o outro lado, para a outra montanha. Ali ninguém se casa, naquela torre só rezam àquilo que nenhum de nós acredita. Ou eu. Já não sei em que acreditas. Já não sei se acreditas sequer que tens a possibilidade de ser feliz e que te negas isso. Senta-te só mais uma volta no relógio. Vamos, não falemos de pontos de interrogação, não quero que fujas para londres sem mim. Falemos de ti. Mas nisso somos iguais. Sobre nós contamos o vazio da melhor forma. Em silêncio. Já o percebes agora? O meu silêncio? Anda, não tenhas medo. O sol já quase se põe. Podemos ficar a noite se o entenderes, as estrelas são bonitas daqui também. Eu fecho a janela para as melgas não entrarem. Senta-te pelo menos até ao pôr-do-sol. Vamos vê-lo queimar-se no limite e desaparecer. Olha agora, a última ponta incandescente a desaparecer naquele prédio. É uma lástima deitar-se onde se deita. No nosso mar ficaria muito mais poético, muito mais grandioso. Nem todos podem ter essa vista. Eu tenho, numa outra janela. Noutro dia digo-te para te sentares comigo nela. Anda, o ponto já desapareceu, fica só mais um bocado. Vamos ver o céu desaparecer.
Anda, senta-te aqui ao meu lado no para-peito. Se o vento for muito forte eu agarro-te.
E caímos os dois.
Etiquetas: L . quinta-feira, outubro 31, 2013
É o olhar com que ela fica. É os dentes que ele lhe mostra. É a descoberta dos pormenores de cada um, porque ela encontra um vídeo dele a tocar guitarra, porque ela já lhe sabe os sinais, já lhe notou o jeito do nariz e o tique do cabelo. Ele já lhe notou o rubor das bochechas atrás da armadura branca dos óculos que tanto quer mudar. A conversa dificilmente articulada de ambos os lados . Ela já lhe notou a insegurança, ele o embaraço. É o olhar com que ele fica. É os dentes que ela lhe mostra.
Nenhum deles teme o início, e por ele vão passando. Até parece que nem lhes dói. Etiquetas: L . segunda-feira, outubro 07, 2013
i wanna shout to the world that you're mine.
. Ela percebia-me sempre. Agora já não. Adorava perceber-te também. sexta-feira, setembro 27, 2013
E se eu disser que sim? Para quê fingir ou deixar de fingir, tu sabes que é verdade. E se eu disser que me interessa e que interessou? E se eu disser que não me consigo deixar de interessar e por isso junto isto ao saco de dilemas com que me deparo diariamente? E se eu disser que
olhei e gostei? Não acreditarias, não desta parte, agora sei. Não tinha nada a perder, e acabei por perdê-lo independentemente. Talvez a areia tenha sido demasiada para a minha pequena praia 37 à beira-mar em Espinho, talvez eu seja incapaz de encarar de facto o vento forte da minha terra natal. Não sou sempre
o mesmo. Espero, mas mudo, como o impediria depois de dois anos?
Mas e se eu disser que quis muito?
provavelmente
não mudaria nada.
Ambos temíamos inícios, por isso começámos pelo fim.
. senhores passageiros domingo, setembro 01, 2013
Hoje estive sentado no banco de general torres à espera do comboio que me levasse a casa; à terra, digo. Posso admitir que tinha alguma saudade do ritmo pausado de uma estação vazia, a espera inevitável de um horário independente do tempo, independente das vidas que carrega ou deixa para trás. Admito que já tinha saudade de me sentar no banco e ver os comboios sem paragem passar, a mulher da voz familiar a avisar a linha amarela, o cuidado da força, e depois o tremer do chão, o vento que o acompanha a fazer rolar as beatas, o barulho que não nos deixa ouvir mais nada a não ser os carris a festejarem mais uma viagem, mais uma aventura, mais uma despedida. Admito que já tinha saudades de o ver passar, tão rápido, tão vivo, para depois a voz avisar o novo comboio, o que pára, o que me leva a casa. Tinha saudade de o ver chegar, de pé, mal ele aparece no túnel ao fundo, a tentar adivinhar o sítio exato onde a porta se colocava, e vê-lo ficar à minha frente, à espera de mais um passageiro.
Viajar de comboio é, de facto, poético.
Etiquetas: algures no meio, L . terça-feira, julho 23, 2013
I’m afraid you fall for someone braver. Someone
with the courage I had not. But maybe the courage would just make you
run faster. I’m afraid you fall for someone that doesn’t
wait. I’m afraid you like him more. Afraid he denies you the time I gave, and that
you let him. And that you fall for him even more.
Because he had the courage to lose you. And I didn't.
Etiquetas: L . quinta-feira, julho 18, 2013
the things i fought to miss, they were there,
haunting me while i read them again
again.
i love you.
i hate you.
Etiquetas: L . There are many things that I would like to say to you But I don't know how sexta-feira, junho 28, 2013
Quero escrever mas não sei como, nem o quê. Tenho as ideias na minha cabeça, mas o caminho para elas está tão difuso que as articulações e os advérbios encaixam-se à força sem propriamente darem continuidade à frase. Escrevo pedaços. Acabam por ser isso, pedaços ordenados na tentativa de passar alguma mensagem mas no fim deixando apenas o enigma de uma tentativa fraca de ser alguém. Quero escrever e tenho tempo para isso mas sinto-me assim. Nem nome sei dar à coisa. Talvez por isso nunca tenha sido bom aluno a português, era mediano, um mediano bom que se safava ou não com a gramática. E chateia-me a forma como as palavra se atropelam todas para chegar aos dedos e carregarem nas teclas, a coordenação necessária para que toque em todas com a mesma intensidade já que ainda não me habituei de todo ao teclado e algumas são comidas, fodidas, esquecidas. A minha mente está esquecida do quão bem me fazia escrever. Agora já não gosto, agora já não articulo, apenas abano-as todas num saco e espalho-as sobre o ecrã na esperança de alguém dar um significado especial à merda que deixo como testemunho. Quero escrever mas escrever faz-me pensar em ti, e sei o quão foleiro pareço ao dizer isto vezes sem conta. Mas é essa a verdade, só venho aqui escrever pela ilusão de ainda escrever para ti, para acabar com as saudades de te falar todos os dias.
Etiquetas: L . we'll be counting stars domingo, junho 23, 2013
everything that kills me, makes me feel alive
. saying goodbye - chapter two segunda-feira, junho 10, 2013
It
really sucks never seeing you face to face, you know that don’t you?
You
remember that time I asked if you were at the party that specific night? You remember
saying yes and I asked if you saw me there and you answered no? I told you “ainda
bem”, and I couldn’t lie more.
Eu queria que me visses ali, no meio do
caminho, à chuva torrencial, a três palmos de uma amiga minha mas aos berros
enquanto ela me dizia para esquecer. And the only thing I was screaming
to her was how perfect you are, you were.
Mas mais do que isso, eu queria ter-te
visto ali, pois quando estamos bêbados fazemos aquilo que sempre quisemos e
nunca tivemos coragem para o fazer.
And I
just wanted you to know this, because I know you’ll eventually read this, and
it’s important for you to understand that you need to stop feeling sorry for
yourself. You made a guy scream several times in a row in the middle of a
crowded place how perfect you are, after two years of giving you space. It’s a pretty
big deal, don’t you think?
Keep
that in mind, para as tuas futuras cobaias.
And
that’s when you realize you are still re-reading chapter one.
Maybe
for one last time.
Etiquetas: L . domingo, junho 02, 2013
Being in love with you is like being
dumped and falling back in love at the same time. Over and over again.
Etiquetas: L . and i step off the edge segunda-feira, maio 27, 2013
"it's hard to wait for something you know might never happen
but it's even harder to give up when you know it's everything you want" and now i'm falling, baby through the sky. . primavera, somente só, só minto só domingo, maio 19, 2013
I need you. I need you in a selfish way because I need you to be something you're not. I need you to feel something you don't. I made an illusion of you in my mind, an illusion where you love me and where you're with me. And I need that. I need to feel loved, and wanted, and worth it. And you don't do that for me. You can't, you don't love me enough to try. You don't love me. You may love an illusion of me that you made yourself, but you don't love me because you don't fully know the "live" version of me. And I need you to. And it's selfish.
I'll probably be there waiting for you. Even knowing you are not the ilusion I made. Even knowing I'm not even close of the illusion you created.
And I wonder if you ever think of me, and if you do, why you do it and in what context I come up in your mind, and if you like when it happens, you remembering me, or if it's just something that you want to forget or if you don't think of me at all.
I know I do. Both you and the illusion of you.
i miss you
the gift
Etiquetas: L . it's alright with me sábado, maio 04, 2013
É um pensamento algo deprimente que já me vinha a tentar ser ouvido há algum tempo. É uma realidade que no fundo não nos devia deixar deprimidos devido à popularidade e incapacidade de o contrariar. Pois não é que todas as ações que temos, mesmo aquelas que dizemos elevar o nosso altruísmo, partiram de um pensamento inicial muito ou pouco, ou ainda menos, mas baseado no egoísmo no interesse, na satisfação pessoal. Tudo o que fazemos, todas as relações que temos, todas as palavras que dizemos partem de nós para nos fazer sentir melhor, nada mais.
E é por isso que amamos tanto alguém, porque somos egoístas, porque essa pessoa nos faz sentir bem connosco, nos faz sentir valiosos, nos faz sentir úteis. Negamos e dizemos que gostamos da pessoa não por nós mas pelo que é ela, pelo seu aspeto, pela sua personalidade, mas esquecemo-nos de que essa avaliação é feita por nós e que é por isso que gostamos dela, por ela, a pessoa, nos fazer bemr.
Até a dia em que isso deixe de acontecer e nós, egoístas como somos, fujamos.
Etiquetas: L . tell me if i'm wrong, tell me if i'm right, tell me if you need domingo, abril 21, 2013
não me lembro da última vez que te escrevi porque não sei se devo dizer, ou como dizer, nem que mais dizer.
as outras pessoas são tão menos complicadas do que nós, já reparaste? parece que um olhar as compromete logo sem medos nem faltas de auto-estima numa aventura de mordedelas e ferroadas da qual não esperam nada. os outros dizem que nem pedem por elas, mas elas aparecem e depois logo se dão por apaixonados (a tal palavra portuguesa). eles não devem pensar com certeza, não devem pensar naquele segundo passo em que se inclinam e agarram o seu soon-to-be mundo. invejo-lhes essa capacidade como sabes.
não te culpo do tempo perdido, aliás e de facto não o consigo considerar tempo perdido; sinto que vivi mais de um ano durante aqueles trezentos e sessenta e cinco dias, sinto que cresci mais do que um ano e que mesmo assim não foi suficiente, mas nunca o considerei uma perda de tempo.
não digo isto para te aliviar a consciência, uma parte de mim ainda te quer a deixar pensar sobre isso de uma forma a que não sinta só a culpa em mim de ser covarde.
pensei que se parasse de escrever se tornariam menos constrangedores os encontros de terceiro grau a que nos submetemos mais frequentemente sem querer do que planeados.
é impressionante. custa-me não te escrever. custa-me escrever-te e voltar ao mesmo.
Etiquetas: L . i'm still going crazy quinta-feira, abril 18, 2013
i meet you, i love you, i try, i go crazy, i see it won't happen, i hate you, i move on.
Etiquetas: L . factos de uma tartaruga cansada na varanda ao sol domingo, abril 07, 2013
You know how many times my best friends heard me say how much they meant to me? You know how many times those words came out of my mouth? How many people have heard it from my own voice that I liked them, that I loved them? Once, if they were lucky. I'm not the person that say's I love you to every person he meets, to every friend he makes. Maybe because i'm always scared, afraid that they go away, afraid that I regret what was said and can't be untold. I don't tell I love you, i just don't. Not even when i'm drunk.
But I said it to you. More than once.
Etiquetas: L . the civil wars inside terça-feira, março 19, 2013
Diz-me que sim e eu salto. Estou sentado na beira da janela contigo, aquele meu segundo terceiro andar de costas para o verde do meu quarto e para a parede que tanto me vigia. Estou sentado desconfortável nas calhas das janelas duplas que me impedem de ouvir o comboio a passar. Olho para a linha, estás sentada a meu lado com o vento a levantar-te o cabelo que resta, o vento a querer levar-nos aos dois, tu bem agarrada ao assento, eu nem tanto. Sinto um impulso em saltar, em sentir o vento mais forte, em fechar os olhos e esperar pela surpresa de uma possibilidade infinita. Diz-me que sim e eu salto, pois não vou sozinho, não desta vez. Demorei demasiado tempo a convencer-me a não subir as escadas que me trouxeram de novo a este lugar, a esta possibilidade, depois de ter caído na surpresa que se mostrou ser um chão de cimento frio e estragado, depois de ter saltado e de tu lá teres ficado, com o vento a querer levar-te o medo. Diz-me que sim e eu salto, mas só se o disseres. Desta vez não vou sozinho. O vento já não me leva o medo.
Etiquetas: L . deixa-me, e assim aceitarei que me deixes domingo, fevereiro 10, 2013
deixa-me de novo ao vento na praia, a brisa do mar a encher-me o nariz entupido, a doente cabeça da indecisão. deixa-me de novo o cheiro a eucaliptos no pinhal ao pé da nave que tanto explorei nas tardes de sol. deixa-me a piscina e o sossego da água parada com as saudades do passado a fazer-me companhia bem no fundo enquanto o meu cérebro pede por oxigénio e eu recuso. eu quero mais um bocado dele, só mais um pouco da sua sensação libertadora de simplesmente não estar. só pela inexistência de um tempo, um relógio que ali tão tiquetaqueia nem me faz voltar, o tempo de um passado que ainda falava para mim, que ainda me chamava de melhor amigo. deixa-me a noite quente sob as estrelas do terraço onde tantos mundos criei, enquanto o muro não me deixava ver mais do que o sol. deixa-me os legos que tanta companhia me fizeram nas casas e armas e tecnologias que na verdade nunca aspirei a ter. deixa-me a minha janela para o céu, pois nessa por quanto mais que cresça só me apontará essa inocência e não os carros que passam a assapar e a linha do comboio que parece assaltada a cada dia pelos vandalismos de um desespero por se fazer mostrar. deixa-me um abraço para que carregue a força de mais um dia de pé a caminhar sem saber para quê. deixa-me mais um pedaço de chão só nosso no meio do nada, ou no meio do tudo quando tudo não quer saber do nada, para nos deitarmos e contarmos as estrelas ou as pintas das moscas que eu mato. deixa-me as teclas para que os dedos se habituem à escrita e acabem a dislexia.deixa-me aquele olhar que bem sabes só para saber que no final tudo vale a pena, a espera, a demora, o sofrimento, eu, e farei o mesmo, tal como o tenho a todos, mais a sins do que a sopas mas um pouco de ambos.
deixa-me a vida, enquanto os outros morrem caminhando.
Etiquetas: L somewhere timeless ela face ![]() no where março 2009 abril 2009 julho 2009 agosto 2009 setembro 2009 outubro 2009 novembro 2009 dezembro 2009 fevereiro 2010 março 2010 abril 2010 maio 2010 junho 2010 julho 2010 agosto 2010 setembro 2010 outubro 2010 novembro 2010 dezembro 2010 janeiro 2011 fevereiro 2011 março 2011 abril 2011 maio 2011 junho 2011 julho 2011 agosto 2011 setembro 2011 outubro 2011 novembro 2011 dezembro 2011 janeiro 2012 fevereiro 2012 março 2012 abril 2012 maio 2012 junho 2012 julho 2012 agosto 2012 setembro 2012 outubro 2012 novembro 2012 dezembro 2012 janeiro 2013 fevereiro 2013 março 2013 abril 2013 maio 2013 junho 2013 julho 2013 agosto 2013 setembro 2013 outubro 2013 novembro 2013 dezembro 2013 janeiro 2014 dream always
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