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stay away
a matar pessoas , desde 21 de Março de 009 ![]() someone
![]() the eternal sunshine of the spotless mind, my clementine
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. segunda-feira, outubro 07, 2013
i wanna shout to the world that you're mine.
. sábado, outubro 05, 2013
My brain is a curious thing. Same as everyone else, I guess, but today I realized how strange it is indeed. I didn't remember what she told me. I didn't remember one of the things that made me more sad during highschool, and now it's all back. My brain blocked it from me. It's like going to war and forgetting it without the trauma and nightmares.
. karma quinta-feira, outubro 03, 2013
Estava no comboio, calmo nas horas da carruagem que não tinha pressa em partir, não era nem o primeiro nem o último do dia, mas talvez o último a partir sob a luz do sol. Recebo a tão aclamada chamada das boas novas, duas estações teriam passado, o céu mais escuro a salientar a lua a aproximar-se do palco principal, os passageiros já assentes na viagem, para uns mais curta, para outros o total percurso até o Porto. Foram duas boas notícias, dois empregos, um para o homem a terminar o fundo dos despedidos, outro para a recém-licenciada há um ano numa área difícil, ou seja, numa qualquer. A mulher de um e mãe do outro acautelou, em parte supersticiosa em parte brincando, a filha da viagem que iria ter logo a seguir à notícia, porque como toda a gente sabe depois de tanto bem, algum mal virá manchar a fotografia. Foi assim que se despediu de mim, contando sem contar a preocupação medida na felicidade de finalmente os eixos da família parecerem estar a endireitar-se nas varas. No entretanto encontrei-me a divagar sobre a possibilidade de, de facto, esse mal porventura chegar. Não seria ao pai nem à irmã, visto que com esse mal, e por mal o cérebro humano pensa sempre em algo terminal, da extensão que conhecemos, como a morte, se eliminaria um bem, o que retiraria toda a necessidade de existir na realidade esse mal. Sobra a mãe, ou eu, ou um parente mais distante ou mais velho para completar o cliché. Novamente, como o cérebro humano apela bastante ao ego e à colocação central da nossa personagem como principal na vida de quem nos olha e nos cruza, e também por, coitada, a mãe já sofrer bastante com as enxaquecas e a osteoporose e a lactose diariamente, imaginei que o mal, corrigindo o exagero repentino e abundante das, apesar de apenas duas, boas novas, cairia sobre mim e consequentemente sobre o comboio em que viajo. Olhei então os passageiros como um assassino passivo e culpado da morte deles, pensei no que pensariam e no que estariam a pensar se soubessem que dentro de momentos não o poderiam fazer mais: as duas estudantes de chinês ou japonês que estudavam as sílabas estrangeiras, o rapaz dos piercings sentado há minha frente a jogar no telemóvel, o fotógrafo com o tripé na mão de pé perto da porta. O que pensaria eu se soubesse que o deixaria de fazer? Se calhar o que estou a fazer agora, se calhar não, se calhar não me acreditei o suficiente que algum mal cairia sobre o comboio devido à culpa de na minha família duas boas novas terem tido a feliz ideia de surgirem coordenadas e simultâneas. Não é deus, será um cosmo de karma aquilo em que me baseio para imaginar o descarrilamento, naquilo em que se baseiam as superstições? Estaria de certo aborrecido, ou talvez o comboio não descarrilou apenas por a taxa de pessoas com mais males do que bens fosse mais elevada do que aquelas como eu, como se os meus bens fossem muitos, ou os da minha família, e já agora dos meus amigos, visto que o mal deles é também meu, seja por empatia ou simpatia, o que nos colocaria numa espécie de rede kármica de decisões que afetariam todos os nossos passos e todas as pedras no sapato que apanharíamos e quem nos quisesse mal e bem, e todo o nosso futuro predefinido por uma balança que não se iguala, por um constante oscilar dos pesos que definiriam todo o bem e mal do mundo, do universo. Ou talvez já não fosse preciso descarrilar pois uma das boas novas na verdade não precisava de ser compensada, esta que se auto-anulou passados dois dias com um e-mail; é uma pena de facto as cartas se extinguirem, mas dessas não falo, eu próprio alterei a receção das contas para o formato digital, pelo menos poupa-se no papel, poupa-se na magia. Cheguei à terra, uma carruagem diferente depois, com a chuva a bater contra a estação de vidro discrepante com a silhueta da cidade. Só em casa me lembrei de que não havia caído ainda nenhum mal, nenhum que eu tivesse notado, não sabia eu do futuro, dele não sabe ninguém.
Enquanto não imaginei o sangue dos membros decapitados no embate catastrófico que voariam pela carruagem se tal mal chegasse, conspirando possibilidades de fuga e atos heróicos, deixo-me por feliz. Afinal não cheguei a ficar aborrecido a esse ponto.
Etiquetas: [espamos] . sexta-feira, julho 26, 2013
you know what bothers me the most? i have nothing to justify my madness.
. terça-feira, julho 23, 2013
i just died a little bit too much of jelly fish
Etiquetas: [espamos] . e continuo a rir-me, amor quarta-feira, janeiro 23, 2013
Apercebi-me hoje com o auge de raiva que me invadiu pela hora de almoço que não estou bem. Parece engraçado não é, meu amor, logo eu que nunca o estive. Até parece que nunca o soube. A verdade é que apercebi-me da estupidez da minha raiva cinco horas mais tarde numa aula interessantíssima sobre retinoblastoma e doenças associadas. Ri-me, amor, não havia outra coisa a fazer, pois na verdade não faço nada à primeira. Sei que parece fútil, sei que parece estúpido, o que na verdade é, mas o acumular de todas estas "primeiras tentativas falhadas" levaram-me a elevar a minha raiva nuns picos semelhantes às hormonas femininas mensais que vocês sofrem. Hoje foi quando me disseram que não me posso inscrever na piscina pois o segundo semestre começa apenas em março, e então sugeriram que pagasse o ano todo porque o sistema deles tem parafusos a menos. Fiquei mesmo fodido, amor não imaginas o quão fodido fiquei naquele momento a olhar a rapariga que pouco sabia e que perguntou a uma outra que pouco mais dizia, mais base tinha na cara do que neurónios na cabeça. Mas foi estúpido, primeiro porque ficar fodido não leva a lado nenhum, e depois porque não é importante, não é um assunto de extrema urgência. Mas é sempre esse o problema. Seja com a máquina fotográfica, com o computador, com o voleibol, o universitário, a medicina, o teatro, tu, a escrita, a lésbica, a lisboeta, o telemóvel. Não estou destinado a ter primeiras tentativas bem sucedidas, tal como não estou destinado a ter um final feliz. Não sou um caso perdido, mas isso não implica nada.
. as melhores frases escrevem-se sem-querer terça-feira, outubro 16, 2012
you know i'll wait until you, give me the right to make you mine (it was more true than it is right now)
sabes porque é que eu tinha tanta certeza? o ser humano procura naturalmente por atenção, por satisfazer o seu ego; logo e por consequência, alguém que nos faz satisfazer o ego e nos eleva a auto-estima chama-nos a atenção, torna-se inconscientemente digno do nosso ouvido, da nossa mente. as pessoas apaixonam-se por essa sensação de satisfação de ego, por esses elogios. tu não me deste nada. tu não me deste nada e eu continuei a pensar em ti todos os dias, continuei a querer escrever-te, a querer ver-te, a querer entrar no metro e sair algures em matosinhos por não saber ao certo onde moravas. tu não me deste nada e eu continuei a apaixonar-me por ti todos os quatrocentos e quarenta e quatro dias. tu não eras um factor bom para o meu ego e mesmo assim apeguei-me a ti de tal forma que contado por letras ou escrito em sons não faz sentido. lembras-te? eu contei-te. fiquei uma semana sem comer depois daquele dia vinte e três. curiosamente este ano um dos meus primeiros trabalhos foi falar sobre a paixão e encontrei esse como um dos seus sintomas, esses relacionados com as libertações dos químicos no cérebro. era por isso que eu tinha tanta certeza. medo mas coragem para tentar. acho que foi a única altura em que a coragem fez-se ouvir mais alto do que o medo. porque eu fiquei sem comer, eu que agora sofro dos dentes recusando-me à dieta de líquidos. eu que não recebi nada e continuei preso em ti, a essa ideia ingénua de que sendo tu tudo o que alguma vez procurei o tempo faria o desejado, eu que ignorei o espelho que chega ao final do dia, malévolo e me relembra que tinha razão, eu que julguei e assumi os ditos como hipérboles [já estou a divagar] hoje li, "amor é amor mesmo que não se saiba, amizade vai ser amizade para o resto da vida se não esperar do seu amigo aquilo que ele não lhe vai dar" obrigado Liliana por aquilo que nem te apercebeste que disseste. Etiquetas: [espamos], encontrados, L . £ - 08 terça-feira, abril 10, 2012
08 – more than you
can lift
Oh I tried to go away
I tried to say goodbye
But every second you
come
Right back into my eye
I try to change the
name
To show the courage I have
not
I know it don’t seems much to you
But I have grown a lot
And I have to face reality
With everything I can
It’s sad to know the truth
Together won’t be happy end
‘Cause I can't make you love me
I can't turn your mind
But you cannot blame me
For trying one more
time
I can’t whine and grumble
I know every breath’s a gift
But after all, at the
end of the day
I’m more than you can lift
Who knows one day you’ll want me back
And I may not be here
I plan to go away
someday
When I get over the
fear
I know I am leaving
I just don’t know the day
So don’t you want to ask everything
While I’m not away?
It would not change
much, I guess
But it would make me
smile
Forget the sad certainty
And be happy for a
while
‘Cause I can't make you love me
I can't turn your mind
But you cannot blame me
For trying one more
time
I can’t whine and grumble
I know every breath’s a gift
But after all, at the
end of the day
I’m more than you can lift
Etiquetas: ?, [espamos], bem perto, L, sem saber, ShanmuGham Road . e eu rio-me por fora, mato-o por dentro quinta-feira, março 22, 2012
tenho uma aversão especial por ele. existe algo nele ou é algo que a sua atitude emana que me deixa enojado pelo que ele é, pelo que ele representa. não faz muito tempo contaram-me uma história, daquelas verdadeiras e que deviam ter graça. eu não me ri, eu deprimi. o que é que ele tem? o que é que ele faz? se eu o acho sem valor, mas em vias de facto conseguiu mais do que eu, é porque ainda mais abaixo existe um patamar com o meu nome, destinado a nada mais nada menos do que a minha solidão. e cá aparece ele outra vez, mas neste caso ainda não me contaram uma história. e eu espero que nem me contem, só me faria aumentar o número de vezes que o mato mentalmente enquanto cumprimento com o olá indispensável. não lhe dou um tostão, e mesmo assim, consegue tudo o que quer. deve ser por isso que não vou com a cara dele, por aparecer sempre desta forma na minha vida, entre a minha vida. . estranho prazer o dela, não? domingo, março 11, 2012
Vi-a de manhã bem
cedo enquanto as cortinas fugiam das minhas mãos no vento. O desconforto que
transmitia ali parada, hirta, trabalho na mão, expectante. Faltava pouco, é a
única coisa que ouvia da sua falta de respiração, da presença daquele silêncio
que mata só de se ouvir, ouvir o nada. Era o mal-estar agravante na sua falta
de expressão, do seu capuz negro, a face escondida, a identificação incógnita
mas tão fácil reconhecida.
Preparei as
malas, juntei todo o pouco que resta de mim no saco de negócios e saltei pela
janela. Tentei apressar o meu velho passo para que a estrada não se fizesse
longa. Mas qualquer que fosse a velocidade, qualquer que fosse o caminho, ela acompanhava-me
serena, foice erguida, pousada, manga comprida, mão sem vista.
Caminhei até não
poder mais por aquele deserto sem vivalma, gastei a sola do que restava da
minha vida, arranquei de mim tudo o que me sobrava, mas não valia a pena, a
hora estava quase a chegar.
Cansei de correr
no sol, corrida de um homem velho de rugas carregadas e costas doentes.
Sentei-me na berma da estrada vazia e abriguei-me na sombra de um cacto, ela manteve-se
de pé, ainda mais preta com o sol fatigante. Limpei o suor com um lenço de
bolso, confirmei as horas quase certas da tarde no relógio da mesma origem e inspirei
fundo. Meu amor, aqui estou. Não há volta a dar.
Ela aproximou-se
um pouco, mostrou a mão ossuda, devorada pelo sofrimento de uma morte
constante, de uma dor permanente, esticou-a na minha direcção e eu fechei os
olhos, um último golpe de ar fresco, uma última fotografia do céu azul.
Senti a dor do
seu toque na testa, esta pele que de lisa nada resta, seca, o relevo de todos
os anos contigo, meu amor.
Não morri, não
podia morrer, ainda não era a altura.
Trouxe-me uma
mensagem tua, assustou-me com a óbvia sentença de morte a que nos sujeitamos
antes de sequer saber assinar o acordo.
Avisou-me de que
ia morrer, amor.
Um dia.
. quarta-feira, janeiro 18, 2012
cliché. apetece-me desaparecer no mundo debaixo dos meus lençóis e voltar daqui a muito, muito tempo. . sábado, setembro 17, 2011
Resultado: Não colocado . quinta-feira, setembro 15, 2011
para variar, não sei o que se passa. é a mudança do estar bem para o não suportar o som das teclas sequer. e a voz dela. a raiva que me incita, as loucuras a que me leva, a ira que me transtorna. e a outra que se decide também juntar à festa dos tormentos directamente da sala de estar. e falam por cima umas das outras, e knão se entendem mas fingem que si, e a televisão ligada, e o telemóvel a tocar e ela a ignorá-lo, e a música a tocar, aquela que eu gostava, a chatear-me, a fazer-me tremer e a falhar as teclas. mas ela não pára, fala enquanto se levanta, enquanto atende, e o som não baixa ao telefone, continua mais alto, mais irritante, o mesmo. porque tem de trabalhar e não quer ir. porque tem de ir e não vai. e depois fala para mim e eu nao quero responder. chateia-me. não me deixa estar, nem quando eu peço dois minutos de sossego, de silêncio. dois minutos em que me possa dedicar a mim, à minha cabeça que não anda menos complicada, à minha linha de ideias que se mostra cada vez mais fugida e raramente presente. mas ela tem o prazer de falar ainda mais alta, e a outra também. e gritam, mas não se chateiam. gritam porque gostam, nem que se peça por silencio. e porque nao se calam? falam da escola, falam do que lhes apeteça. e falam alto. que mania de falar alto. que se fodam. que saiam. que fiquem nos buracos onde sempre costumam estar. ocupados. que se enfiem de novo nos buracos e me deixem aqui, no meu, no meu mundo. já nao tenho mundo. já não tenho meu. calem-se. calem-se por favor. já não tenho o quarto, já não tenho a sala, o canto fugido da sala, já não tenho o meu guarda-fatos. e a merda da tecla K que está estragada e dispara de vez em quando. merda para ela. merda para a outra. merda para todas. o ar já não me faz bem.
e elas não se calam.
Etiquetas: [espamos], ~, ciclo vicioso, gustavo, mad world . a.q.1 : sistema, inconsciência, consciência sábado, julho 23, 2011
Etiquetas: [espamos], algures no meio, ciclo vicioso, gustavo . [espamos] sexta-feira, julho 08, 2011
somewhere timeless ela face ![]() no where março 2009 abril 2009 julho 2009 agosto 2009 setembro 2009 outubro 2009 novembro 2009 dezembro 2009 fevereiro 2010 março 2010 abril 2010 maio 2010 junho 2010 julho 2010 agosto 2010 setembro 2010 outubro 2010 novembro 2010 dezembro 2010 janeiro 2011 fevereiro 2011 março 2011 abril 2011 maio 2011 junho 2011 julho 2011 agosto 2011 setembro 2011 outubro 2011 novembro 2011 dezembro 2011 janeiro 2012 fevereiro 2012 março 2012 abril 2012 maio 2012 junho 2012 julho 2012 agosto 2012 setembro 2012 outubro 2012 novembro 2012 dezembro 2012 janeiro 2013 fevereiro 2013 março 2013 abril 2013 maio 2013 junho 2013 julho 2013 agosto 2013 setembro 2013 outubro 2013 novembro 2013 dezembro 2013 janeiro 2014 dream always
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