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stay away
a matar pessoas , desde 21 de Março de 009 ![]() someone
![]() the eternal sunshine of the spotless mind, my clementine
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. senhores passageiros domingo, setembro 01, 2013
Hoje estive sentado no banco de general torres à espera do comboio que me levasse a casa; à terra, digo. Posso admitir que tinha alguma saudade do ritmo pausado de uma estação vazia, a espera inevitável de um horário independente do tempo, independente das vidas que carrega ou deixa para trás. Admito que já tinha saudade de me sentar no banco e ver os comboios sem paragem passar, a mulher da voz familiar a avisar a linha amarela, o cuidado da força, e depois o tremer do chão, o vento que o acompanha a fazer rolar as beatas, o barulho que não nos deixa ouvir mais nada a não ser os carris a festejarem mais uma viagem, mais uma aventura, mais uma despedida. Admito que já tinha saudades de o ver passar, tão rápido, tão vivo, para depois a voz avisar o novo comboio, o que pára, o que me leva a casa. Tinha saudade de o ver chegar, de pé, mal ele aparece no túnel ao fundo, a tentar adivinhar o sítio exato onde a porta se colocava, e vê-lo ficar à minha frente, à espera de mais um passageiro.
Viajar de comboio é, de facto, poético.
Etiquetas: algures no meio, L . but we have to just keep moving segunda-feira, março 04, 2013
É difícil. É complicado voltar a enfrentar o chão e o caminho secundário a que somos obrigados a percorrer depois de dois dias de autoestrada sem limites, depois daquelas quarenta e oito horas a andar a cento e vinte à hora vejo-me obrigado a reduzir de novo aos cinquenta e enfiar a cabeça nos livros, e isso é difícil. Não me interessa que eu não seja o suficiente, não me interessa que existam outros tantos imensamente melhores e mais especiais, sei que nem senti o tempo passar e que seja qual for o resultado valeu a pena a oportunidade e valeu a pena aquele êxtase de poder pesar um pouco mais o pé do acelerador. É difícil; depois de vermos o quão possível seria, é difícil.
Etiquetas: algures no meio, gustavo . £ - 13 sábado, junho 09, 2012
13 – the end
It’s not my fault that I love you
It’s not my fault that I care
You
are so beautiful you make
The
world unbalanced, unfair.
It’s not my fault that I met you.
It’s neither my fault that you smiled
We
said “what if” and we wrote letters
Like
lone-souls and kept for a long while.
There
were words more than days
Metaphors
within the phrases
We
told, without compunction.
There
were hiding secret meanings
Cowards
with and out the feelings
We
knew not how to function.
We
said everything we said nothing
All
is right, and all needs emend
We
could be, we were, we still can
Today
is not the end.
Today
is not the end.
It’s not my fault that my eyes caught your sight
Not
my fault you don’t leave my mind.
I
could cross lands and skies
But
you’re everything I wanted to find
It’s not my fault that I love you.
You
didn’t leave me any other choice.
It’s neither my fault that my heart trembles
When
watching you hugging other boys.
Now
there’s days more than words
Blanks
you give me till it hurts
No
mercy, is this our fate?
Pointless
secrets buried deep
Courage
flaming underneath
Hoping
silently it’s not too late.
We
said everything we said nothing
All
is right, and all needs emend
We
could be, we were, we still can
We
could be, we still can be, trust me darling
Today
is not the end.
Today
is not our end.
Etiquetas: algures no meio, L, sem saber, ShanmuGham Road . so, did it change anything? domingo, junho 03, 2012
podia dizer que sim. e disse, mas mudou alguma coisa? acho que se mudou foi para pior. não me agrada. não me agrada o barulho de um café cheio, abarrotado do movimento em dias que ressaco do pensar. refugiei-me na esplanada, realmente espinho até é uma cidade bonita, de baixo de todas as camadas de sujidade que as passagens oferecem a ver; estive a ouvir o mar, não quis fazer mais nada, apenas me sentar contrariando o movimento dos domingueiros e ouvir o mar soar o seu ritmo, irregular repetido som do encolher das ondas, do esticar das partículas, o sol na cara. silêncio, a minha definição de silêncio. e tudo esteve bem. nesses quarenta minutos em que ouvi o mar parecia estar tudo bem mesmo a pensar nos piores temas que a minha mente podia ter ido buscar. mas o telemóvel tocou, avisou as horas e obrigou-me o regresso a casa. e tudo voltou. eu acho que se o programa tivesse qualidade, haveria audiência. mas é uma meia hora demasiado particular para o gosto de qualquer um.
jellyfish
Etiquetas: algures no meio, L, non-stopping-world, sem saber . if you want me, let me know terça-feira, março 27, 2012
hoping for better
to be or not to be, it's all in your hands
Etiquetas: algures no meio, L, perdidos . and a new one just begun ~ segunda-feira, janeiro 02, 2012
it's like when you go to a store and you want to buy something but you don't have enough money. you wait. you go home and save money for that thing that you liked. but when you get enough money, when you go back to the store, the thing you wanted to buy was already taken by someone and you'll never see it again. now let's pretend that when i say «money» i mean «courage», and that when i say «thing you want to buy» i mean «the person you like». would you let it go away? would you raise money faster? Etiquetas: algures no meio, L, sem saber . take a chance on me domingo, dezembro 25, 2011
- don't you think I deserve better?
- sure... but I want those "better persons" to go fuck them selves because I love you.Etiquetas: algures no meio, L, sem saber . juichi, 11, onze sexta-feira, novembro 11, 2011
é a data do terramoto, diziam elas, na desculpa de mais uma noite de borga e casa cheia.
é a data única que só em mil anos se repete,
é apenas mais uma data em que faço uma promessa silenciosa para depois ao quebrá-la não me sentir traidor, nem culpado, nem covarde.
quando tenho noção que o sou.
talvez um dia. talvez se eu soubesse que não mudava nada eu diria-te. mas muda. muda sempre. e é a mudança que mais assusta. tanto a desejada como a temida. a última não precisa de justificação, e a primeira deve-se a mim. ainda sou criança e já estão todos demasiados grandes para crescer comigo, para me acompanhar.
tenho de arranjar maneira de crescer sozinho, ultrapassar os nove anos sem ninguém dar conta para que a mudança não me provoque medo mas sim curiosidade. para que a espera e a ignorância sejam a adrenalina que não me deixa parado.
mas continuo. ainda não tenho a coragem de te dizer que te gosto. e não sei se esperas.
Etiquetas: algures no meio, ciclo vicioso, L . só tu sabes segunda-feira, novembro 07, 2011
dizem que elas sabem sempre. tu sabes? deves saber. e se o sabes e nada fazes, talvez seja melhor nem tentar tentar com o mundo fazer as pazes. Etiquetas: ?, algures no meio, L . para variar segunda-feira, outubro 03, 2011
podíamos ser muito. podíamos ser tudo. não o somos. não o podemos ser.
as circunstâncias jogam sempre contra mim. parece-me que andei sempre no lado do passeio errado, enquanto tudo o que eu devia conhecer estão nas montras do outro lado da rua. é assim que acontece. talvez um dia mude, talvez um dia vejam que o meu lado do passeio também não é mau e se atrevam a atravessar a rua sem medo, porque os carros param, eles têm de parar, já não há gasolina. um dia serão só bicicletas e ninguém terá medo e então as circunstâncias serão minhas, apontarão todas para mim. discretamente, não quero atenção. discretamente apontarão para mim. sem dar nas vistas, sem dar nos olhos, sem dar em nada a não ser sorte. sorte que não pode ser boa porque má sorte não existe, apenas o azar.
Etiquetas: algures no meio, ciclo vicioso . zero ao meio domingo, setembro 18, 2011
Não sei como fico. Não sei como estou. Ri-me, foi o que fiz. A minha
primeira reacção foi fazer aquilo que faço melhor, mostrando o cavalo, o
amarelo, o fugido. Deveria ter chorado? Se calhar era preferível, mas o meu
inconsciente continua em greve, recusa-se a fornecer as lágrimas que tanto peço.
Deveria ter ficado feliz? O mais provável é que não vá fazer nada este ano,
nada do que todos os outros vão fazer, nada do que é suposto fazer. Fico
triste? Um ano perdido? Sim, um ano mais longe. Sim, um ano mais perto. Acho que
se anula então. Acho que me anula então. É como estou: nulamente anulado. Não
sei o que fazer. Não sei o que posso fazer. Não sei o que me deixam fazer. Sim,
porque sei o que queria fazer, mas o mundo não deixa. Fico feliz? Não, já
disse. Fico nulo, à espera de acordar, à espera de me sentir vivo, à espera que
me doa, que me faça contorcer de não poder mais, que me leve a pular de
alegria.
Mas estou assim. Como sou. Como fui. Como sou.
Nulo.
Não sou filme com final feliz. Não sou filme sequer.
Etiquetas: algures no meio, non-stopping-world . nine.eleven domingo, setembro 11, 2011
em memória, em honra, em homenagem, em até já ~
Etiquetas: algures no meio, até já, mad world, perdidos . preliminares de uma carta que nunca entrego segunda-feira, setembro 05, 2011
o facto de eu não conseguir chorar não significa que não esteja a sofrer tanto ou mais como os que se babam e ranham e enchem baldes e bebem das suas próprias lágrimas.
não tenho culpa, ainda não ganhei coragem. será que se lhe escrever uma carta isto mudará? ou melhor, será que se lhe entregar a carta, conseguirei finalmente lavar a cara e quebrar, cair, aquilo que tanto estou a precisar. não sei, ninguém sabe. saberei eu se lhe entregar, saberei se a escrever primeiro mas das duas que já fiz nenhuma se adequa. ela está quase a fazer anos, não sei se é altura certa. não lhe quero estragar o dia. não sei se a carta a vai fazer triste, não sei se vai provocar o riso, não sei se a vai revoltar ou deprimir ou ser indiferente. não sei e nem tenho a carta escrita para supor. talvez hoje, talvez daqui a uma volta, depois de ler mais um pouco do Henrique das Portas e o Copo de Água eu consiga finalmente pegar no lápis ou na caneta, alguma coisa que escreva, e dizer-lhe as palavras, contar-lhe o que agora é, não o que foi, não o que vai ser mas o que poderá ser, mediante o agora.
plutão ainda não voltou. ainda não tem idade para estar tanto tempo fora de casa.
até logo, dói-me as costas
Etiquetas: algures no meio . mais (h)-um-ano, menos dois quinta-feira, agosto 25, 2011
eu não tenho já dezoito anos, eu não fiz só dezoito anos. eu estou nos dezoito anos. tenho dezoito anos e cresci, tenho noção disso, mas no fundo no fundo continuo o mesmo. Etiquetas: algures no meio, grow, holiday, non-stopping-world, parabéns . uma infãncia quase acabada quarta-feira, agosto 24, 2011
Quando eu era mais novo achava que o “engatar” uma rapariga envolvia em quê de sedução, umas piadas comprometedoras, uns gestos de cavalheirismo, uma caça de sujeição. Apesar de ter noção que muitos querem apenas casos de uma noite, na minha inocência sempre achei que houvesse uma troca de olhares, uns meios sorrisos. Apercebi-me porém, tem pouco tempo, que o acto de “engatar” resume-se geralmente a duas mensagens: - Olá, sou o tipo que te pediu o número; e - Queres curtir comigo?, sem vergonhas, sem problemas, sem o cara-a-cara para não ter que enfrentar a rejeição e para que ninguém a saiba; publicidade só após a conquista, se é que se pode chamar “conquista” a este método de acção. (até os animais se dão a mais trabalho) Da maneira como isto evolui, não duvido que cheguemos rapidamente a um tempo em que nas entradas da agenda aparecerão entre o dentista e o jantar: “curtir com a Mariana”, ou simplesmente “Mariana”, mais informal, culminando num hábito já sem preconceitos de: “às cinco não posso, e que tal fodermos às seis e meia? Não dá para ti? E segunda dia oito?” Se calhar sou eu. Se calhar vivi na Lua, ou em Plutão.Etiquetas: algures no meio, mad world . a.q.1 : sistema, inconsciência, consciência sábado, julho 23, 2011
Etiquetas: [espamos], algures no meio, ciclo vicioso, gustavo . £ - 04 quinta-feira, julho 21, 2011
04 – windfields Dance, dance, dance Through the windfields of our heart Your heart, the one you stole Deep night, black Go. I don’t want him back. Dance, dance, dance With the words of the clouds The clouds of the world So green, to live and die The clouds you brought instead So blue, like no one’s eye Dance, dance, dance Only you can do it now Oh dance, under the light Of the day summer time Dance away from me Leave me here because I’m fine, Dance, dance, dance Flying through the dreams You also stole Cold day, white You never planned to leave. Isn’t that right? Dance, dance, dance Till the moon is born You took everything I don’t know what to do As if love was ever between us “No more love for you.” Dance, dance, dance Through the windfields of our heart Your heart, the one you stole Deep night, black Dance, dance, dance Through the windfields of our heart My heart, the one you stole Deep night, I was alone Do you hear me? Come back home.Etiquetas: ?, algures no meio, ShanmuGham Road . Cartas que nunca entrego (3) - a rapariga que sabe sexta-feira, julho 08, 2011
sabes? gostava de te levar a jantar. queria ter-te perto durante o tempo necessário até que me convencesse de que não vais embora tão cedo. adorava conseguir levar-te ao cinema nos meus anos, só nós os dois, um filme qualquer, não interessa. desde que fossemos sozinhos, longe. mas não posso. as fontes do necessário, os pilares dos salários que me sustentam estão em desequilíbrio constante. crescido como dizem que sou, ou que devo ser, tenho de compreender e agora tenho real noção, [lá tem de ser, não há escapatória], noção da realidade que um deles é fraco e o outro já se desgasta a meio, estando possivelmente a meio mês da total degradação. no outro dia, ele, um outro ele que conheci faz pouco tempo, um ele que até me dou bem para estranhar, disse-me correctamente que não nos devemos preocupar com o dinheiro e viver, mas refutei-o rapidamente, quem não tem dinheiro como pode gastá-lo? é impossível usufruir de algo que não se tem. acho que ele ainda não percebeu isso. mas sabias? sabias que te queria levar ao cinema e que não posso? sabias que talvez eu até junte dinheiro para que consiga? mas está difícil, e além desta falta, anda a fugir-me também a coragem. eu bem que tento ser impulsivo mas a minha mente consegue sempre pensar à velocidade da luz [e isto não é um elogio], bloqueando-me mesmo antes de eu começar. gostava de poder gritar que sim, gostava de poder cantar o que quero e que viesse mas suponho que isso só acontece a quem cante bem. não posso pedir por uma voz, fico feliz por ter uma, apesar de pouco ouvida. eu acho que sabias e que sabes. tenho quase a certeza. Etiquetas: algures no meio, cartas que nunca entrego, estranho, L . £ - ShanmuGham Road domingo, julho 03, 2011
Etiquetas: algures no meio, nonsense, novo, ShanmuGham Road . filipa pinto ~ quarta-feira, junho 22, 2011
recuso-me. Etiquetas: algures no meio somewhere timeless ela face ![]() no where março 2009 abril 2009 julho 2009 agosto 2009 setembro 2009 outubro 2009 novembro 2009 dezembro 2009 fevereiro 2010 março 2010 abril 2010 maio 2010 junho 2010 julho 2010 agosto 2010 setembro 2010 outubro 2010 novembro 2010 dezembro 2010 janeiro 2011 fevereiro 2011 março 2011 abril 2011 maio 2011 junho 2011 julho 2011 agosto 2011 setembro 2011 outubro 2011 novembro 2011 dezembro 2011 janeiro 2012 fevereiro 2012 março 2012 abril 2012 maio 2012 junho 2012 julho 2012 agosto 2012 setembro 2012 outubro 2012 novembro 2012 dezembro 2012 janeiro 2013 fevereiro 2013 março 2013 abril 2013 maio 2013 junho 2013 julho 2013 agosto 2013 setembro 2013 outubro 2013 novembro 2013 dezembro 2013 janeiro 2014 dream always
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