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stay away
a matar pessoas , desde 21 de Março de 009 ![]() someone
![]() the eternal sunshine of the spotless mind, my clementine
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. texto inteligente, para quem sabe, para quem soube quarta-feira, abril 25, 2012
i know i said i was going to walk away. i said i was going to try, and i did, i tryed to convice my self that i would be happy. não quero deixar coisas por dizer. estes últimos dias têm me colocado na mente a possibilidade da falta de um amanhã. amanhã posso morrer, amanhã alguém pode (e vai) morrer, mais do que uma pessoa até, e eu não consigo pensar sequer na hipótese de deixar algo por dizer, de morrer sem ter a certeza que as pessoas sabem tudo o que significam para mim, tudo o que me provocam, seja com um sorriso, companhia ou uma mensagem sem sentido. não quero morrer sem me assegurar primeiro que fiz tudo para que as pessoas percebessem tudo o que são para mim, para que tu te apercebas realmente do que significas para mim. mas depois penso demasiado e refugio-me aos pensamentos enquanto acho as imperfeições do teto do meu quarto, deitado na cama por fazer. prometo começar do dia a seguir. começar amanhã. e continuarei assim até não haver amanhã e o arrependimento ser tudo o que resta. but i won't. not without you. I swear i'll try to change Etiquetas: ciclo vicioso, L . smoke and mirrors sexta-feira, fevereiro 17, 2012
i'm not the type of guy girls want to date and guys want to hang out. não sou o tipo de pessoa que se percebe facilmente, sou antes o tipo de pessoa que as pessoas pensam perceber facilmente. perco a graça, assino a sentença. eles pensam que sabem tudo, que sabem o género de pessoa que sou, e enganam-se. enganam-se sempre. Etiquetas: ciclo vicioso, longe, perdidos . why do I only try after getting interested? quinta-feira, fevereiro 02, 2012
i keep doing things wrong. first give it at try, then see if it's interesting. Etiquetas: ciclo vicioso, perdidos, sem saber . and so this was christmas domingo, dezembro 25, 2011
estava com vontade de escrever e sentei-me ao computador. o formato do word aborreceu-me os olhos e o fulgor de uma fuga clandestina surgiu desensabido, desconsolado. o aquecedor solta-me o bafo de um inverno frio, um natal ao fim-de-semana (devia ser proibido) e um papel de embrulho por rasgar. quem me dera voltar ao tempo em que o pai natal vinha e eu agarrava-me à minha mãe cheio de medo enquanto a minha irmã esvaziava o saco sem dar tempo ao meu pai disfarçado de as distribuir. voltar ao tempo em que as caixas eram muitas por muito pouco que fossem chocolates, um baralho de cartas, uns lápis de cor. apetece-me gomas. apetece-me mesmo gomas. voltar ao tempo em que a lista que eu escrevia (se alguma vez escrevi uma a sério, pouco me lembro) se concretizava e os meus olhos brilhavam no final da noite, cansado, realizado a dormir abraçado aos macacos acrobatas, esse jogo envolvido na façanha de descobrir a falsidade do natal. bom jogo, diga-se. voltar ao tempo de não ter tempo para experimentar tudo numa noite, de jogar tudo em primeiro e ficar em primeiro e fazer tudo primeiro ao mesmo tempo. queríamos, sem saber, viajar no tempo. porque tudo era nosso, e o nosso era meu, porque éramos reis e rainhas do nosso reino, éramos donos do mundo, donos do céu e de tudo o mais, porque nunca nos passou pela cabeça que crescer é descer do pódio, é passar a príncipe (nem todos) e descer pela corte real até bater de cara no povo. quem me dera voltar ao tempo quando o pai natal podia concretizar qualquer desejo mesmo tendo um aspecto diferente todos os anos, e uma barriga de almofada, e uma barba de algodão. [e uns óculos de sol?]. vamos voltar. vamos ser crianças por mais um dia? vamos fazer tendas de lençóis e fortes de almofadas para tudo se destruir em dois passos e um rabo gordo desajeitado? vamos, só mais um dia. vamos ser crianças e comer gomas. Etiquetas: bem perto, ciclo vicioso, holiday, non-stopping-world . quinta-feira, novembro 24, 2011
hoje estavas lá, sonhei que estavas a falar com ela. hesitei, dei um passo em frente e recuei. não tive coragem. Etiquetas: ciclo vicioso, ela, L, perdidos . juichi, 11, onze sexta-feira, novembro 11, 2011
é a data do terramoto, diziam elas, na desculpa de mais uma noite de borga e casa cheia.
é a data única que só em mil anos se repete,
é apenas mais uma data em que faço uma promessa silenciosa para depois ao quebrá-la não me sentir traidor, nem culpado, nem covarde.
quando tenho noção que o sou.
talvez um dia. talvez se eu soubesse que não mudava nada eu diria-te. mas muda. muda sempre. e é a mudança que mais assusta. tanto a desejada como a temida. a última não precisa de justificação, e a primeira deve-se a mim. ainda sou criança e já estão todos demasiados grandes para crescer comigo, para me acompanhar.
tenho de arranjar maneira de crescer sozinho, ultrapassar os nove anos sem ninguém dar conta para que a mudança não me provoque medo mas sim curiosidade. para que a espera e a ignorância sejam a adrenalina que não me deixa parado.
mas continuo. ainda não tenho a coragem de te dizer que te gosto. e não sei se esperas.
Etiquetas: algures no meio, ciclo vicioso, L . para variar segunda-feira, outubro 03, 2011
podíamos ser muito. podíamos ser tudo. não o somos. não o podemos ser.
as circunstâncias jogam sempre contra mim. parece-me que andei sempre no lado do passeio errado, enquanto tudo o que eu devia conhecer estão nas montras do outro lado da rua. é assim que acontece. talvez um dia mude, talvez um dia vejam que o meu lado do passeio também não é mau e se atrevam a atravessar a rua sem medo, porque os carros param, eles têm de parar, já não há gasolina. um dia serão só bicicletas e ninguém terá medo e então as circunstâncias serão minhas, apontarão todas para mim. discretamente, não quero atenção. discretamente apontarão para mim. sem dar nas vistas, sem dar nos olhos, sem dar em nada a não ser sorte. sorte que não pode ser boa porque má sorte não existe, apenas o azar.
Etiquetas: algures no meio, ciclo vicioso . quinta-feira, setembro 15, 2011
para variar, não sei o que se passa. é a mudança do estar bem para o não suportar o som das teclas sequer. e a voz dela. a raiva que me incita, as loucuras a que me leva, a ira que me transtorna. e a outra que se decide também juntar à festa dos tormentos directamente da sala de estar. e falam por cima umas das outras, e knão se entendem mas fingem que si, e a televisão ligada, e o telemóvel a tocar e ela a ignorá-lo, e a música a tocar, aquela que eu gostava, a chatear-me, a fazer-me tremer e a falhar as teclas. mas ela não pára, fala enquanto se levanta, enquanto atende, e o som não baixa ao telefone, continua mais alto, mais irritante, o mesmo. porque tem de trabalhar e não quer ir. porque tem de ir e não vai. e depois fala para mim e eu nao quero responder. chateia-me. não me deixa estar, nem quando eu peço dois minutos de sossego, de silêncio. dois minutos em que me possa dedicar a mim, à minha cabeça que não anda menos complicada, à minha linha de ideias que se mostra cada vez mais fugida e raramente presente. mas ela tem o prazer de falar ainda mais alta, e a outra também. e gritam, mas não se chateiam. gritam porque gostam, nem que se peça por silencio. e porque nao se calam? falam da escola, falam do que lhes apeteça. e falam alto. que mania de falar alto. que se fodam. que saiam. que fiquem nos buracos onde sempre costumam estar. ocupados. que se enfiem de novo nos buracos e me deixem aqui, no meu, no meu mundo. já nao tenho mundo. já não tenho meu. calem-se. calem-se por favor. já não tenho o quarto, já não tenho a sala, o canto fugido da sala, já não tenho o meu guarda-fatos. e a merda da tecla K que está estragada e dispara de vez em quando. merda para ela. merda para a outra. merda para todas. o ar já não me faz bem.
e elas não se calam.
Etiquetas: [espamos], ~, ciclo vicioso, gustavo, mad world . quinta-feira, setembro 01, 2011
real life scares me Etiquetas: bem perto, ciclo vicioso, non-stopping-world, perdidos, sem saber . a.q.1 : sistema, inconsciência, consciência sábado, julho 23, 2011
Etiquetas: [espamos], algures no meio, ciclo vicioso, gustavo . tenho saudades de chorar. quinta-feira, julho 21, 2011
eles têm direito de ficar chateados, direito de responderem mal e de virarem as costas. ou porque é os estudos, ou as entradas para a faculdade, ou um ou outro amor. têm sempre a desculpa preparada para determinado comportamento, para determinado risco, para tantos erros. porque eles erram, porque eles têm a oportunidade de errar e não sofrem com as consequências, limitam-se a protegerem-se com as palavras das desculpas. e eu? não tenho direito a querer mandar vir com toda a gente sem que depois fiquem chateados? não tenho direito à compreensão da pressão que ninguém nota em mim? claro que pareço bem. claro que a capacidade de disfarçar têm se mostrado forte mas a enfraquecer. um dia não disfarçarei mais, e não terei as desculpas que os outros usam, pois será tarde, não terei a idade certa, não serei o momento certo. pois não tenho, auto-intitulei-me de burro quando decidi que iria fingir-me de alegre para toda a gente, quando a educação que me deram não me permite maçar os outros com os meus problemas. a mesma educação que me faz rebaixar, não me dar valor, sorrir mesmo dorido, levantar-me mesmo morto. a educação que pouca gente tem. a educação que eu gostava não ter tido. estou farto de guardar, estou farto de aguentar, de esconder, de não dizer. o bom da minha memória é que se vai esquecendo dos problemas tão rápido como eu fujo da morte. mas tal como ela, eles virão um dia, voltarão em peso, e como já disse, não terei desculpa. porque eles têm o direito de dizer merda bem alto na rua, de mandar foder quem se apareça, de mandar tudo para o caralho sem que lhes caia nada em cima. a minha raiva, educada, solta-se em forma de gargalhada alta, estridente, daquelas que toda a gente goza. os outros? mando-os com as alegrias que me faltam, e o resto? que se cuide, porque se mal digo, fico com pena. fui demasiado educado, e agora é-me difícil desaprender. uma pessoa não esquece que um mais um são dois, mesmo que queira. esta mesma educação que antes só me deixava chorar em privado, nem essa me regalia me oferece hoje. escondido de baixo dos lençóis, movo montanhas para que escorra uma única lágrima. arrependo-me do dia em que tive a merda da ideia de sorrir sem me queixar, de apoiar sem maçar. continua que estás bem, sem morrer, sem céu, Etiquetas: boo, ciclo vicioso, perdidos . exames segunda-feira, junho 20, 2011
exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, exames, 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exames, Etiquetas: ciclo vicioso, non-stopping-world . começo bem ~ is that all right? terça-feira, junho 07, 2011
é aquela raiva que não se consola. é aquela raiva que não me deixa fazer nada. impede-me de me levantar sequer para tentar abrir o livro e estudar para amanha, impede-me de ler o que quero, mesmo sem relações com esta merda de escola que está a acabar. impede-me de desenhar, impede-me de cantar. não me permite pensar, não me permite falar, não confio em ninguém o suficiente para que a raiva possa ser amenizada. é uma que me impede de sorrir verdadeiramente por mais piadas que me cruzem. impede-me de querer ver televisão, impede-me de querer tentar ser alguma coisa. é uma raiva que me torna impotente, inútil, sem necessidade para alguém ou para alguma coisa. tira-me tudo o que eu acreditava, tira-me o que eu achava ser e que achava ter de especial. tira-me o propósito de ver o propósito em andar, em continuar, em manter-me de pé. tira-me as forças que me erguem, tira-me a vontade de emitir sons que não gritos, tira-me a vontade de mexer controladamente. se me mexo, ou parto, ou fodo, ou mato. tira-me o ar, tira-me as lágrimas, não saem, já não sai som, já não sai vontade. levaram-na para voar, aquela levou-a para voar, puta. vadia. meretriz da ignorância viva e da ingenuidade e hipocrisia que se pode haver. é esta raiva que não me deixa escrever. é esta que começa a degradar-se em merdas de biologia, em tristeza que consome as letras que nem sei como saem. arranca-me o olhar, arranca-me o brilho que ela me disse ter, ela que desapareceu, que goza comigo agora. ela que não volta. arranca-me tudo, deixa-me o tudo quando é nada. é a raiva que me prende o pensamento, que me deixa perdido, ainda mais perdido. é a raiva que me torna ainda mais complexo e sem interesse do que já sou. transforma-me na normalidade da falta de factos, porque a puta manda, a rua é dela, o chulo não lhe dá sexo, ela fode quem pode. são duas ou três que se juntam, são quatro ou cinco que acasalam, são seis ou sete que me corroem, são oito ou mil que me fazem cair, dormir, querer não sair, querer não falar, querer não ficar. são raivas que me deixam assim, desesperado por letras que me drogam e me contaminam o sangue aliviado. são raivas de cortes sem analgésicos, que só fico a escrever porque mais nada consigo fazer. mais nada consigo sair, não falo, não mexo, não olho. são raivas que me fazem desistir. desistir de ti, de eles, de todos, de mim. desistir do sonho. não. não está tudo bem. Etiquetas: ~, ciclo vicioso, ela, longe, perdidos . CIS-tematização terça-feira, maio 17, 2011
somos três. cada uma das personalidades que existem dividem-se em três constituintes básicos. a consciência, a inconsciência e o sistema. a consciência é quem fala, quem se move, quem pensa estar vivo, quem pensa mandar. a inconsciência controla o que sentimos, porque choramos, quando rimos, porque nos odiamos. o sistema decide se tem forças para combater a constipação ou se a barriga vai começar a doer. controlar? na verdade não controlamos nenhum, mas digamos a consciência (só porque ela manda, ou pensa que manda) muitas vezes em desacordo, muitas outras em concordância. o sistema não avisa a falha que vai ocorrer, a inconsciência não explica os porquês e a consciência sente-se sozinha atravessando os dias, apesar de estarem as três no mesmo. uns incentivam os outros, ninguém controla ninguém, uns prejudicam os outros. gostava que os meus três fossem mais amigos. o meu sistema faz o que bem quer, a minha inconsciência não fala para mim, (ainda menos do que consegue), e o consciente não se esforça por não deprimir. Etiquetas: ciclo vicioso, encontrados, gustavo, longe, novo . i will remember your face terça-feira, maio 10, 2011
let me be. let me go. let me stay. let me sing. let me away. let me dance. let me laugh. let me cry. Etiquetas: boo, ciclo vicioso, longe, perdidos, sem saber . deixem-me que diga, sou um grande actor domingo, abril 03, 2011
and they run away and i keep crying, smiling, pretending i don't care Etiquetas: ciclo vicioso, longe, perdidos . a tentativa forçada e persistente de tentar ser alguém melhor. quarta-feira, março 30, 2011
as palavras não parecem senão perfeitas, a intenção parece certificadamente certa e fácil, as acções sabem-se possíveis, valorizadas. é o querer não me importar com que os outros dizem (que em tempos foi verdade), mas eles gritam demasiado alto para que eu os possa ignorar, gritam mais alto que a música; é o tentar não esperar nada em troca, mas o coração palpita sempre que me olham, aperta-se, contrai-se na surpresa que nunca chega; é o fazer as coisas às escondidas, sem ninguém dar conta, mas no fundo no fundo querer o merecimento que mereço, o mínimo elogio e gesto; é o colocar-se sempre em último lugar, priorizando sempre os próximos, esperando pelo seu bem-estar, tolerando intolerâncias, compreendendo, sorrindo, aconselhando; é o pensar de ninguém ter a obrigação de me ajudar, mas existindo a hipótese de acudir alguém, assim o fazer; é o saber e não o conseguir saber, porque a felicidade não dura, é um daqueles recursos não falados cujo consumo é mais rápido que a própria produção, um recurso não renovável bastante desprezado e essencial, mais do que o petróleo, mais do que uma nota, mais do que um presidente ou uma ideologia pré-concebida a que tanto valor se apegam e se agarram (não misturemos temas); é o forçar mais um dia de pé batido no chão, sob um corpo cada vez com menos vida e mais dificilmente arrastado, construindo alicerces para os cantos da boca apontarem sempre o céu, uns alfinetes para que os olhos não se fechem e o calor para que o choro seque antes que se mostre; é sonhar para dentro de maneira a não importunar os ego espaçosos de outros. é o precisar do reconhecimento que ninguém sabe que necessito de ouvir. é o ser uma pessoa melhor para os outros, e não para mim. recuso-me. e mesmo assim continuo a tentar. Etiquetas: algures no meio, ciclo vicioso, gustavo, perdidos . have you ever feel like you don't belong ? segunda-feira, março 21, 2011
quando olho e o mundo anda sem mim. crescido, independente. torna-me inútil, arranca-me a importância com o vento que não me leva e com a chuva que não me dilui. longe, embora perto desde pequeno que me sinto assim. desde pequeno que sinto aquela singular necessidade de ser necessitado. de ser respeitado. não me interessa a ribalta, não quero as luzes apontadas a mim, não quero as estrelas a desenhar o meu nome, nem que as revistas me persigam. desde pequeno que os meus olhos cresceram por um caminho diferente de todos os outros, isso sei bem. tornei-me estranho, num vírus que este grande organismo quer destruir com todas as defesas específicas e não específicas que consegue. mas como um vírus, eu necessito de outros para sobreviver e continuar, é-me impossível aguentar sozinho, perdido. desde pequeno que me dizem que sou maturo. escondo-me por detrás dos risos que ninguém nota, no meio das palavras cínicas que bem disfarço, entranhado entre as mentiras que toda a gente gosta. porque toda a gente sabe que é mais fácil gostar daquilo que se quer acreditar. escondo-me sem que ninguém repare, para eles, eu sou crescido, para eles a minha mente é avançada, para outros (e esses que se fodam) continuo o mesmo infantil entre outros adjectivos, mas se calhar, quanto à primeira parte, têm razão. mas para os mesmos eles, nada tenho de destacar no sentido que me sinto. no sentido mais sentido e sem sentido. perco-me sem querer, na minha mente, enquanto me falam, enquanto me pedem, enquanto desabafam. perco-me dentro de mim, utilizo-me como um portal para onde realmente pertenço. um outro lugar não tão pouco alto nem tão pouco ensolarado, um lugar, ponto. como? onde? com quem? quando? um lugar onde não me façam perguntas, não dessas que me obrigam a escolher definições pré-definidas. não sigo regras, sou do contra, mas isso não é novidade. esperando o incógnito sofrido (fodido) vou sobrevivendo, entre passos, rodando passeios, distribuindo as mentiras que me incitam a continuar com uma salva de palmas e um grito em coro «bis, bis». esperando caminho todos os dias pela calçada a observar o mar, na esperança que uma onda me leve onde me querem, onde me precisam. mas ele não chega, a areia impede-as, maldita. a coragem não é suficiente para me levar lá, igualmente. perco-me sem conseguir obrigar-me a saltar, e quando dou conta, as paredes do meu quarto aborrecem-me nem verdes. desejando, implorando continuo a levar o meu olhar pelo caminho que mais ninguém toma. por isso a solidão me faz a companhia que tanto finjo ter. os pássaros que imagino cantam-me canções de verão e o mar não me alcança. ele também não conhece a rua. eles dizem que já dei o salto, eu não tenho tanta certeza e continuo escondido Etiquetas: ciclo vicioso, gustavo, longe, perdidos, respostas ao passado . deprimências ~ terça-feira, março 15, 2011
parece que no dia em que acordas bem ou menos mal, todo o resto do mundo se levantou de cu para o ar ~ Etiquetas: ciclo vicioso, non-stopping-world . comunicação extra-pessoal domingo, março 13, 2011
acho fascinante a forma como as crianças comunicam. adoro a forma como se percebem com meias palavras, três quartos de gestos, uma troca de olhares. é surpreendente a maneira como se entendem. muito mais do que os adultos pensam, os mais novos sabem os amigos, sabe que aquele tira muitas catotas do nariz, sabe que a outra gosta de bonecas, sabe que o outro matou o cágado com comida a mais, percebe que aquele é gago, e que uns outros gostam de brincar com ele ao faz-de-conta intitulado inconscientemente de outra coisa qualquer. e no meio de tanta brincadeira, de risos, de gritos, de correrias, eles continuam a perceber-se. aos nossos olhos, não passam de crianças que não sabem o que fazem. mas eles bem sabem ao que brincam, o que são, com quem estão, e o que vão fazer. é realmente uma notável determinação e imaginação. eles têm noção da realidade, uma que nós abdicamos e substituímos por uma consciência mais pesada que a necessária. uma realidade bem diferente da nossa, mas têm. muitas vezes pergunto-me para onde foram essas características. espero não as ter perdido para sempre. Etiquetas: algures no meio, ciclo vicioso, non-stopping-world, perdidos, sem saber somewhere timeless ela face ![]() no where março 2009 abril 2009 julho 2009 agosto 2009 setembro 2009 outubro 2009 novembro 2009 dezembro 2009 fevereiro 2010 março 2010 abril 2010 maio 2010 junho 2010 julho 2010 agosto 2010 setembro 2010 outubro 2010 novembro 2010 dezembro 2010 janeiro 2011 fevereiro 2011 março 2011 abril 2011 maio 2011 junho 2011 julho 2011 agosto 2011 setembro 2011 outubro 2011 novembro 2011 dezembro 2011 janeiro 2012 fevereiro 2012 março 2012 abril 2012 maio 2012 junho 2012 julho 2012 agosto 2012 setembro 2012 outubro 2012 novembro 2012 dezembro 2012 janeiro 2013 fevereiro 2013 março 2013 abril 2013 maio 2013 junho 2013 julho 2013 agosto 2013 setembro 2013 outubro 2013 novembro 2013 dezembro 2013 janeiro 2014 dream always
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