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stay away
a matar pessoas , desde 21 de Março de 009 ![]() someone
![]() the eternal sunshine of the spotless mind, my clementine
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. sábado, outubro 05, 2013
My brain is a curious thing. Same as everyone else, I guess, but today I realized how strange it is indeed. I didn't remember what she told me. I didn't remember one of the things that made me more sad during highschool, and now it's all back. My brain blocked it from me. It's like going to war and forgetting it without the trauma and nightmares.
. It's a bittersweet sensation. sexta-feira, maio 03, 2013
Dia 1 de Maio não fez seis anos que comecei a escrever, mas sim seis anos desde que comecei a ter noção de que o fazia. E agora seis anos depois tenho noção que aquele desejo de ser um jovem escritor de dezasseis anos foi forte o suficiente para me iludir a acreditar que pelo menos aos vinte teria já um terminado. Um de tantos. Um de tantas ideias que ainda tenho para dar.
E tanto tentei não pensar na deprimência de nenhum objetivo significante alcançado nesse céu único que nenhuma palavra em sua honra foi escrita a tempo. Aqui está a tentativa de emendar o meu erro, de acertar a minha sorte. Porque quanto mais vivo, quantas mais personalidades mais ou menos interessantes encontro pelo meu caminho, principalmente aquelas que me espelham o futuro, mais vontade eu tenho em escrever, mais vontade eu tenho em mostrar que sou mais do que um estudante, sou mais do que uma pessoa que tirou boas notas e que se continua a safar.
Não sou único, não sou especial, isso eu sei; pois tal como todos, sou apenas mais um a tentar fazer a diferença, apenas mais um a tentar mostrar ao mundo que a minha história vale a pena ser contada, com todas as alegrias, com todos os medos, com todas as indecisões. Sou apenas mais um a recusar-me a ser estereotipado por uma sociedade agrupista e comodista.
"Naquela noite ninguém dormiu. Imaginar o fim nunca chega ao poder infeliz de o saber ao certo. Nada é pior do que ter a certeza dele."
. sábado, março 02, 2013
i hate them. i hated them even more today after those two days of self-hapiness.
and i need you to tell me not to, because i' running out of reasons. Etiquetas: longe . um dia visto uma camisola delas, etiquetas sexta-feira, setembro 21, 2012
Cheguei à sala A dois beta zero oito acompanhado, sentei-me no computador fazendo o que sei fazer melhor em situações desconfortáveis, contando piadas de circunstância, os risos que disfarçam o pensamento da palavra seguinte, da pergunta seguinte que farei para que o silêncio não estrague a aparente boa conversa.
Fazem-me rir, na verdade, daquelas gargalhadas interiores que ninguém ouve e que tão bem eu já sei disfarçar. Consigo ver nos seus olhos a análise que lhes corre naqueles neurónios assustados pelo primeiro ano de faculdade, a etiqueta que me põem tal como colocam a todos os outros e até a si mesmo quando se olham a espelho. Aquela que quanto mais tentam mudar, a deles, menos se apercebem que o espelho escreve ao contrário. Rio-me deles, dessa sua análise repentina e astuta, o desvendar de uma história inteira resumida a um quarto de hora, se tanto, a um par de palavras inventadas. Rio-me por me acharem a simplicidade e a complexidade do que não conhecem. continuo a pensar no que não tenho. continuo a pensar no que poderia ter. . Would the five year old you admire who you’ve become? quarta-feira, março 21, 2012
Há dias assim, dias que não deviam ser acordados.
Há alturas que nos relembram, como um espelho de água, da figura que carregamos
dia-a-dia, a máscara de palhaço que criamos para as pessoas se rirem, viverem bem,
felizes em nosso redor. Há momentos que nos obrigam a rever tudo o que somos,
tudo o que queremos ser, tudo o que pensávamos já ter atingido, a pessoa que
pensávamos já ser.
Há dias em que a raiva se apodera e me apetece
voar, correr, sentir o vento a cortar a minha falta de respiração, a minha asma
que a cada dia me tenta empurrar mais um pouco e desequilibrar da corda de
circo. Há dias em que me frustro com o que me obrigado a ver pela frente,
aquilo a que eles chamam de futuro, aquilo a que eu chamo de
meio-para-atingir-um-fim.
Custa-me perceber que há dias em que gosto, há dias
em que o meu “eu” decide se interessar pelo que me ensinam, pelo que me sugerem
ser uma forma válida de vida, um caminho seguro e apelativo. E custa-me ainda
mais a realidade de querer chorar ao pensar no caminho como um longo percurso
no qual me meto, um percurso que ninguém compreende o porquê da sua existência
na minha vida, um percurso que em dias me faz querer deitar no chão e parar,
esconder-me dos olhados falsos e risonhos daqueles que apoiam o trilho e fingir
que nada aconteceu, fingir que tudo vai ficar bem. É aquilo que fazemos melhor,
amor. Fingir.
Porque eu tenho inveja dela, mas ela nasceu para
aquilo, ela tem desculpa, nasceu para o desporto. Burro eu, torno a repetir,
que decidi armar-me em pessoa inteligente e tirar boas notas; porque uma média
das minhas não se pode desperdiçar. Tenho inveja dela, mais do que qualquer
pessoa sabe, porque a elogiam no que ela faz melhor, no que ela mais gosta de
fazer. E eu? Quantas vezes mais tenho eu de dizer que o que sigo agora não é o
meu sonho para que eles interiorizem isso? Sabes, amor, eles também aprenderam
a fingir, fingiram desde cedo que eu não falava, foi daí que veio o meu vício
de falar alto (voz de teatro, minto eu); fingiram que tudo o que eu disse
gostar era passageiro mesmo comigo aos seus ouvidos a reclamar o contrário (mal
eles sabiam o meu feitio do contra); fingiram que eu me esqueci, depois do
nono, depois do décimo segundo, tal como tenho a certeza absoluta que fingem
agora e fingirão depois de um curso tirado (se tirado) que esta ideia estúpida
sairá da minha cabeça.
Mas não te posso falar mais, assim vais odiá-los
tanto como eu, porque ao contrário de mim, amor, tu não percebes. E não tens de
perceber.
Talvez noutro desabafo eu te tente contar, num que
já escrevi mas tive a preguiça de o passar a computador.
Há dias assim. Dias em que cada lado do corpo puxa
para um lado oposto e eu sofro no meio.
"Eu disse-lhe um segredo. Não partas nunca mais."
Não, eu não gostaria da pessoa em que me tornei.
. estranho prazer o dela, não? domingo, março 11, 2012
Vi-a de manhã bem
cedo enquanto as cortinas fugiam das minhas mãos no vento. O desconforto que
transmitia ali parada, hirta, trabalho na mão, expectante. Faltava pouco, é a
única coisa que ouvia da sua falta de respiração, da presença daquele silêncio
que mata só de se ouvir, ouvir o nada. Era o mal-estar agravante na sua falta
de expressão, do seu capuz negro, a face escondida, a identificação incógnita
mas tão fácil reconhecida.
Preparei as
malas, juntei todo o pouco que resta de mim no saco de negócios e saltei pela
janela. Tentei apressar o meu velho passo para que a estrada não se fizesse
longa. Mas qualquer que fosse a velocidade, qualquer que fosse o caminho, ela acompanhava-me
serena, foice erguida, pousada, manga comprida, mão sem vista.
Caminhei até não
poder mais por aquele deserto sem vivalma, gastei a sola do que restava da
minha vida, arranquei de mim tudo o que me sobrava, mas não valia a pena, a
hora estava quase a chegar.
Cansei de correr
no sol, corrida de um homem velho de rugas carregadas e costas doentes.
Sentei-me na berma da estrada vazia e abriguei-me na sombra de um cacto, ela manteve-se
de pé, ainda mais preta com o sol fatigante. Limpei o suor com um lenço de
bolso, confirmei as horas quase certas da tarde no relógio da mesma origem e inspirei
fundo. Meu amor, aqui estou. Não há volta a dar.
Ela aproximou-se
um pouco, mostrou a mão ossuda, devorada pelo sofrimento de uma morte
constante, de uma dor permanente, esticou-a na minha direcção e eu fechei os
olhos, um último golpe de ar fresco, uma última fotografia do céu azul.
Senti a dor do
seu toque na testa, esta pele que de lisa nada resta, seca, o relevo de todos
os anos contigo, meu amor.
Não morri, não
podia morrer, ainda não era a altura.
Trouxe-me uma
mensagem tua, assustou-me com a óbvia sentença de morte a que nos sujeitamos
antes de sequer saber assinar o acordo.
Avisou-me de que
ia morrer, amor.
Um dia.
. smoke and mirrors sexta-feira, fevereiro 17, 2012
i'm not the type of guy girls want to date and guys want to hang out. não sou o tipo de pessoa que se percebe facilmente, sou antes o tipo de pessoa que as pessoas pensam perceber facilmente. perco a graça, assino a sentença. eles pensam que sabem tudo, que sabem o género de pessoa que sou, e enganam-se. enganam-se sempre. Etiquetas: ciclo vicioso, longe, perdidos . Cartas que nunca entrego (4) - amor, finge que não sabes que eu finjo esquecer-te quinta-feira, fevereiro 02, 2012
gostava de pegar em alguém e raptá-la. gostava de pegar nela e usá-la e abusá-la, ela que me aturasse, ela que me ouvisse.
gostava de pegar em alguém e dizer-lhe «finge que não me conheces, finge que não sabes de quem falo, finge que quando digo 'amor' não me refiro a ti».
aí começaria, talvez, com a coragem que me falta mas a vontade que tenho, a desabafar, a desabar - qual a diferença? - a deitar tudo o que sou, tudo o que fui, tudo o que penso. diria tudo o que deixei para trás, aquilo que não fiz, aquilo que devia ter feito, e aquilo que mudei e agora fiz para obter o mesmo resultado; não, amor, dizer que a culpa não é minha não é nem convincente nem menos devastador.
contaria os amigos que não consigo ver da mesma forma, que não consigo mostrar nada mais do que a cara de palhaço que sempre usei. mas eles pensam que sabem, que me decoram os traços e as rugas e os sinais mas não sabem nem metade do que o meu corpo esconde. nem de ti lhes falei. poucos os ouvidos que souberam ou sabem o teu nome.
talvez te falasse do volei, mas pouco te diria, quem sabe. dependeria do teu interesse, amor, também como dependeria do teu interesse falar do meu livro. não é isso que me pesa.
o que me puxa e enterra e arrasta é o futuro. oh, desse falar-te-ia tanto. dizer-te-ia que eu e ele não somos mais amigos. ele quer-me levar por um lado quando tudo o que eu gosto está pelo outro. e eu não posso fazer nada. parece fácil de fora, parece fácil na televisão [mas aí já toda a gente sabe que é fácil], parece simples para quem não vive, ou para quem tem dinheiro, ou não precisa dele.
eu preciso, é a mentalidade que nunca pensei a vir ter mas que agora parece prevalecer perante todas as outras personalidades. quero dinheiro. preciso de dinheiro, amor. não interessa que tenha de trabalhar e estudar mas preciso de dinheiro, de juntá-lo, guardá-lo para depois conseguir comprar uma viagem de regresso ao caminho que sempre desejei seguir. o da representação, ou da escrita, ou da arte, ou de tudo o que gosto e me faz realmente querer fazer alguma coisa. dizer-te-ia que até lá continuarei igual, inevitavelmente, com a mesma máscara de palhaço e que isso não me faz mais feliz; a máscara ficará suja, gasta, eventualmente, e terei de a tirar para a lavar - bonito será o dia.
podia pegar em alguém e assaltá-la com tudo isto e muito mais [nem sumário descreve o texto],
mas não o faço, amor, porque se eu pegasse em alguém, e por alguém digo também «tu», seria demasiado, porque eu falo demasiado, eu sou demasiado. demasiado aquilo que as pessoas não querem.
amor.
Etiquetas: cartas que nunca entrego, L, longe, perdidos, sem saber . quarta-feira, janeiro 18, 2012
cliché. apetece-me desaparecer no mundo debaixo dos meus lençóis e voltar daqui a muito, muito tempo. . another year over segunda-feira, janeiro 02, 2012
ela tem razão. mas eu não consigo mudar o caminho, estou num tapete rolante. posso saltar, posso-me atirar ao chão e esperar que ninguém me atropele, mas não devo. não consigo.
o caso do outro era diferente, não havia necessidade, não havia falta de dinheiro. mas eu preciso disto, preciso deste esforço para o sonho. preciso de esforçar para o sonho ser ainda possível. eles não percebem, não percebem que é por eles que aqui estou, que isto faço, que este esforço do esforço faço. porque este é um esforço que me levará a fazer mais uns dois ou três sacrifícios e esforços de maneira a poder seguir o sonho, esse que talvez virá tarde, não demasiado tarde, mas tarde.
ela tem razão, eu deveria escolher outra coisa. mas se eu escolher essa outra coisa não terei as ferramentas para o sonho, embora tenha tempo. e as ferramentas não caiem do céu, pelo contrário, enterram-se cada vez mais entre os mantos inferior e superior. (maldita geologia).
ela tem razão mas nada me interessa. até isto que antes me cativava perde o interesse de tão pormenorizado e de tantos nomes que tenho de decorar. dolicolfostato. n-acetilglucosamina. a-cetoglutarato. piruvato-desidrogenase. oxaloacetato. topoisomerases. exonucleases. tem a sua piada de início, testo a memória. mas são demasiados, e para quê? para nas perguntas eu não ter a certeza e deixar em branco? eu posso levar isto nas calmas, mas não posso chumbar. perco a bolsa. se perco a bolsa, perco o esforço. perco o sonho. isto se eu tiver a bolsa, porque se algum dia destes eu receber um e-mail com um «não» estampado eu queimo tudo, mando tudo pela janela do meu quarto e vou correr na praia mesmo que chova, e vou escrever, escrever até as mãos e os dedos não poderem mais pegar em canetas ou tocar em teclas.
se calhar era melhor assim. se calhar era melhor aparecer um não e deixar-me aproveitar o resto do ano, aproveitar o tempo sem esforço uma última vez.
se calhar sim.. mouse sexta-feira, novembro 18, 2011
happy birthday mickey ~ . behold, a raça superior sexta-feira, outubro 21, 2011
em memória da menina de dois anos que foi atropelada na china, ignorada tanto pelo condutor que fugiu, como o que a atropelou depois, como pelos cabrões que passavam a pé ao lado. até já, (agora já não dói) . the strange kid that never leaves the swing domingo, outubro 09, 2011
sinto-me uma criança ali, entre todos os crescidos, sentado bem lá atrás do auditório com os pés a baloiçar pois não chego ao chão. vulnerável. exposto. caído no meio de população civilizada sendo eu um animal selvagem. uma criatura. uma criatura em fase de criança, é o que me sinto. é o que sou. bifásico. o nome que lhe quiserem chamar. a merda que quiserem disfarçar. bem no fundo. perdido e sozinho, rodeado de gente.
sentado. no fundo do auditório onde os pés não tocam no chão. Etiquetas: longe, non-stopping-world . i'm afraid of the world i'm in sexta-feira, outubro 07, 2011
medo, sim medo. muito medo. tolerável. inevitável. medo.
está na hora de cresceres, gustavo Etiquetas: longe, mad world, non-stopping-world, novo, perdidos . sábado, setembro 17, 2011
Resultado: Não colocado . quase perto do texto automático segunda-feira, julho 18, 2011
coisas que ficam. coisas que não saem. coisas proibidas pela mesma aquela lua que nunca te falei. a lua que tem tantas cores como as mais do espectro que acho não conheceres. a lua que é a culpa de tudo, ou então a quem culpo tudo. é a lua que me impede de te querer mais, de te dizer mais, de me fazer voar por mais. ela proíbe-me de te falar mais, de pensar menos. sim, pensar menos. o pensar tira-me a impulsividade que nunca tive, a intuição que pouco percebo. são coisas que deixam o meu insconsciente insatisfeito. ele chora, ele pede por mais, mas não me diz de quê. não sei se é fome - essa falta caberia ao sistema de se queixar - provavelmente dor? não sei quem sente o corpo, sei que ele sente o coração. estará a precisar de uma droga? de ti? de um só, pois são o mesmo? as coisas que desde sempre me fizeram avaliar antes de agir. tenho melhorado, sabes? só me apercebi disso agora mesmo, à medida que as letras vão aparecendo pretas e num tipo horrivelmente típico, vulgar. melhorei por exemplo em andorra, acho que já te contei. perdi-me. estava sozinho. fui impulsivo o suficiente para me convencer a experimentar as pistas mais perigosas, enfrentei a viagem como uma oportunidade única de uma vida, e então tinha de arriscar enquanto podia. perdi-me. sim, andei por onde não devia, o outro lado da montanha, sozinho, nem os pássaros aguentavam o frio. enterrei os skis na neve, tinha saido do percurso. mas perdi-me porque não pensei. e ao não pensar não me arrependi. repetia? sem dúvida. perder-me-ia sem conta pelos pedaços de neve que também derretiam, entre montanhas surreais, por entre lagos gelados, fora das sinalizações, perto dos teleféricos que tentava perceber como funcionam. repetiria tudo, pois foi bom, foi impulsivo, porque não pensei. mas sabes o que mudaria? desta vez levar-te-ia comigo. assim podíamos os dois andar por onde não conhecemos, a mais de dois mil quilómetros de casa (acho). coisas que penso. coisas que podiam ficar. coisas que fogem. coisas permitidas pela proibição do ser que sou, do ser que tento não ser. talvez coisas que virão, um dia. talvez tarde de mais. . a.v : she will, she will domingo, junho 26, 2011
Etiquetas: longe, perdidos, photobucket . começo bem ~ is that all right? terça-feira, junho 07, 2011
é aquela raiva que não se consola. é aquela raiva que não me deixa fazer nada. impede-me de me levantar sequer para tentar abrir o livro e estudar para amanha, impede-me de ler o que quero, mesmo sem relações com esta merda de escola que está a acabar. impede-me de desenhar, impede-me de cantar. não me permite pensar, não me permite falar, não confio em ninguém o suficiente para que a raiva possa ser amenizada. é uma que me impede de sorrir verdadeiramente por mais piadas que me cruzem. impede-me de querer ver televisão, impede-me de querer tentar ser alguma coisa. é uma raiva que me torna impotente, inútil, sem necessidade para alguém ou para alguma coisa. tira-me tudo o que eu acreditava, tira-me o que eu achava ser e que achava ter de especial. tira-me o propósito de ver o propósito em andar, em continuar, em manter-me de pé. tira-me as forças que me erguem, tira-me a vontade de emitir sons que não gritos, tira-me a vontade de mexer controladamente. se me mexo, ou parto, ou fodo, ou mato. tira-me o ar, tira-me as lágrimas, não saem, já não sai som, já não sai vontade. levaram-na para voar, aquela levou-a para voar, puta. vadia. meretriz da ignorância viva e da ingenuidade e hipocrisia que se pode haver. é esta raiva que não me deixa escrever. é esta que começa a degradar-se em merdas de biologia, em tristeza que consome as letras que nem sei como saem. arranca-me o olhar, arranca-me o brilho que ela me disse ter, ela que desapareceu, que goza comigo agora. ela que não volta. arranca-me tudo, deixa-me o tudo quando é nada. é a raiva que me prende o pensamento, que me deixa perdido, ainda mais perdido. é a raiva que me torna ainda mais complexo e sem interesse do que já sou. transforma-me na normalidade da falta de factos, porque a puta manda, a rua é dela, o chulo não lhe dá sexo, ela fode quem pode. são duas ou três que se juntam, são quatro ou cinco que acasalam, são seis ou sete que me corroem, são oito ou mil que me fazem cair, dormir, querer não sair, querer não falar, querer não ficar. são raivas que me deixam assim, desesperado por letras que me drogam e me contaminam o sangue aliviado. são raivas de cortes sem analgésicos, que só fico a escrever porque mais nada consigo fazer. mais nada consigo sair, não falo, não mexo, não olho. são raivas que me fazem desistir. desistir de ti, de eles, de todos, de mim. desistir do sonho. não. não está tudo bem. Etiquetas: ~, ciclo vicioso, ela, longe, perdidos . ff 0.9 # my biggest fear is growing up sábado, maio 28, 2011
tenho medo. sim, tenho medo. é um medo irracional de ficar sozinho, é um medo aterrorizador de falhar, de ser negado, de ser ainda mais rebaixado. é um medo do não, é um medo do sim, é o medo da incerteza das respostas que fico sem saber por não as querer saber, mas que na verdade, quero. tenho um medo impossível do falso, da mentira, do uso e do desuso nas coisas como objectos e dos objectos como coisas. é o medo das costas dos outros e das minhas próprias, é o fugir das outras e do peso das minhas. é um medo cuja derivada positiva tende para o mais infinito imparável. é o medo de crescer. the nerd with big glasses for(hundred)ever é um medo de não voltar a ganhar a coragem. trust in me, trust in you, trust in me, trust in you Etiquetas: algures no meio, encontrados, funny facts, gustavo, longe, non-stopping-world, parabéns . CIS-tematização terça-feira, maio 17, 2011
somos três. cada uma das personalidades que existem dividem-se em três constituintes básicos. a consciência, a inconsciência e o sistema. a consciência é quem fala, quem se move, quem pensa estar vivo, quem pensa mandar. a inconsciência controla o que sentimos, porque choramos, quando rimos, porque nos odiamos. o sistema decide se tem forças para combater a constipação ou se a barriga vai começar a doer. controlar? na verdade não controlamos nenhum, mas digamos a consciência (só porque ela manda, ou pensa que manda) muitas vezes em desacordo, muitas outras em concordância. o sistema não avisa a falha que vai ocorrer, a inconsciência não explica os porquês e a consciência sente-se sozinha atravessando os dias, apesar de estarem as três no mesmo. uns incentivam os outros, ninguém controla ninguém, uns prejudicam os outros. gostava que os meus três fossem mais amigos. o meu sistema faz o que bem quer, a minha inconsciência não fala para mim, (ainda menos do que consegue), e o consciente não se esforça por não deprimir. Etiquetas: ciclo vicioso, encontrados, gustavo, longe, novo somewhere timeless ela face ![]() no where março 2009 abril 2009 julho 2009 agosto 2009 setembro 2009 outubro 2009 novembro 2009 dezembro 2009 fevereiro 2010 março 2010 abril 2010 maio 2010 junho 2010 julho 2010 agosto 2010 setembro 2010 outubro 2010 novembro 2010 dezembro 2010 janeiro 2011 fevereiro 2011 março 2011 abril 2011 maio 2011 junho 2011 julho 2011 agosto 2011 setembro 2011 outubro 2011 novembro 2011 dezembro 2011 janeiro 2012 fevereiro 2012 março 2012 abril 2012 maio 2012 junho 2012 julho 2012 agosto 2012 setembro 2012 outubro 2012 novembro 2012 dezembro 2012 janeiro 2013 fevereiro 2013 março 2013 abril 2013 maio 2013 junho 2013 julho 2013 agosto 2013 setembro 2013 outubro 2013 novembro 2013 dezembro 2013 janeiro 2014 dream always
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